sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Feminismo não é só empoderamento pessoal, é luta coletiva, por Luciana Genro

O próprio fato de ser mulher num mundo de homens nos empurra a uma condição feminista, mesmo que muitas não se percebam assim.
O dicionário da editora Merriam-Webster’s elegeu “feminismo” como a palavra do ano em 2017, tendo sido a mais pesquisada em seus registros. No mundo todo as mulheres estão quebrando o silencio e exigindo igualdade, respeito e dignidade.
No Brasil tivemos um ano marcado pela luta das mulheres, desde os expressivos protestos de 8 de março até a participação ativa da mobilização das mulheres contra a reforma da Previdência – o que contribuiu para enfraquecer o governo, que precisou adiar a votação para fevereiro. A inacreditável PEC do Cavalo de Troia, que tenta criminalizar o aborto até mesmo nos casos em que já é permitido no Brasil, também provocou uma forte reação das mulheres, principalmente nas redes sociais.
É neste marco que estamos próximos de comemorar, em Porto Alegre, um ano de atividades da Emancipa Mulher: uma escola de formação feminista e resistência antirracista. Desde abril do ano passado, realizamos mais de 200 horas de atividades, envolvendo mais de 300 mulheres nas aulas fixas e nos eventos abertos ao público em geral.
Entendemos que classe, raça e gênero são vivenciados por mulheres de formas diferentes, e as implicações das discriminações múltiplas se aprofundam para as mulheres pobres e negras.
O nosso primeiro curso, idealizado e ministrado pela Joanna Burigo e pela Winnie Bueno, foi batizado de “Laudelina de Campos Mello”, não por acaso.Nossa intenção foi homenagear esta mulher negra que foi uma lutadora pelos direitos das mulheres e das empregadas domésticas, fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras domésticas do Brasil. Entendemos que classe, raça e gênero são vivenciados por mulheres de formas diferentes, e as implicações das discriminações múltiplas se aprofundam para as mulheres pobres e negras. Por isso talvez vocês nunca tenhma ouvido falar da Laudelina. No Brasil, 94% das pessoas que fazem trabalho doméstico são mulheres e a conquista de direitos trabalhistas para este segmento é muito recente.
O feminismo que buscamos fortalecer com a Emancipa Mulher é interseccional. Kimberlé Williams Crenshaw foi a primeira a utilizar este termo, em 1991, em pesquisa sobre violências vividas por mulheres não brancas nos Estados Unidos. A interseccionalidade estuda não só o fato de ser mulher, mas ao mesmo tempo o fato de ser negra, ou LGBT, trabalhadora, explorada, buscando capturar as consequências da interação entre as diferentes formas de subordinação. O racismo estrutural da sociedade se projeta sobre as mulheres negras de forma brutal, e as consequências estão evidenciadas em todas as estatísticas que demonstram que as mulheres negras vivem dificuldades ainda maiores para acessar educação, saúde, moradia e emprego. São também as maiores vítimas da violência.
O próprio fato de ser mulher num mundo de homens nos empurra a uma condição feminista, mesmo que muitas não se percebam assim.
Recentemente o dia 9 de janeiro marcou o aniversário de Simone de Beauvoir.Uma pensadora à frente de seu tempo, que abriu o caminho para muitas que vieram depois. Sua célebre frase que diz que “não se nasce mulher, torna-se” pode ser muito bem adaptada para a própria formação feminista. Afinal nenhuma mulher nasce feminista, mas nos tornamos feministas – muitas vezes mesmo sem conhecer o termo ou ter proximidade com as leituras e a militância – com o tempo e a vivência. O próprio fato de ser mulher num mundo de homens nos empurra a uma condição feminista, mesmo que muitas não se percebam assim.
O feminismo é também uma luta pedagógica dentro do processo de emancipação das mulheres. Uma disputa que travamos através de palavras e ações pela construção de uma sociedade sem discriminação, onde o assédio seja combatido, em que não haja desigualdade salarial entre homens e mulheres e na qual a cultura do estupro possa ter fim. No Brasil, é impossível falar em todos estes problemas sem colocar a questão racial e de classe no centro do tabuleiro, pois são as mulheres negras e pobres as mais atingidas por eles – e frequentemente as mais silenciadas.
Neste ano de 2018 vamos seguir este trabalho da Emancipa Mulher, buscando cada vez mais fortalecer este feminismo interseccional, enfrentando o racismo, a LGBTfobia, o machismo e todas as formas de opressão. Para nós feminismo não é apenas uma questão de empoderamento pessoal. É uma luta coletiva e concreta: contra a violência doméstica e social, contra a divisão sexual do trabalho, por salários e direitos iguais de verdade, por creches, por saúde, por moradia e por tantos outros direitos que este sistema capitalista e patriarcal sonega às mulheres trabalhadoras. É nesta trilha que caminhamos, e seguiremos.
Luciana Genro é política e advogada

Sisu 2018 tem inscrições antecipadas para a próxima terça

Inscrições para vagas em cursos de graduação nas universidades públicas que aderiram ao Sisu no primeiro semestre deverão ser feitas entre 23 e 26 de janeiro.


Sisu 2018 antecipou as inscrições para o período entre os dias 23 e 26 de janeiro (Foto: Reprodução/MEC)
O Ministério da Educação anunciou a antecipação da edição do primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2018. As inscrições agora começarão no dia 23 de janeiro e irão até as 23h59 de 26 de janeiro, no horário de Brasília. A data inicial da abertura do sistema era 29 de janeiro.
Elas serão feitas no site do programa: http://sisu.mec.gov.br/. Não é necessário pagar taxas. Para acessar o edital completo, clique aqui.
Por meio desse sistema, os candidatos poderão usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017 para pleitear uma vaga em uma universidade pública que tenha aderido ao Sisu. Serão 130 instituições no Brasil – 30 estaduais e 100 federais –, que ofertarão 239.601 vagas na graduação.
Para participar, é necessário ter tirado nota acima de zero na redação do Enem 2017. Como nos anos anteriores, cada candidato poderá se inscrever em até duas vagas, especificando a ordem de preferência e o turno no qual pretende estudar. Também é necessário definir qual a modalidade no qual o aluno se encaixa - ampla concorrência ou alguma relativa às ações afirmativas (com critérios raciais ou sociais).
Mesmo que o candidato faça sua inscrição no dia 23 de janeiro, ele poderá alterar suas opções até as 23h59 do dia 26. O sistema mostra, a cada dia, uma nota de corte parcial, baseada nas notas das pessoas que já se inscreveram até o momento naquele curso.

Lista de espera

Do dia 30 de janeiro até as 23h59 de 7 de fevereiro, os candidatos poderão manifestar interesse em alguma vaga para a qual não foram aprovados na primeira chamada. Só será permitido marcar o curso colocado como 1ª opção na inscrição.
As convocações serão feitas pelas universidades, em calendário definido por elas. Cabe ao candidato acompanhar os prazos.

Calendário do Sisu 2018

Por G1

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Saiba a importância de comunicar a venda do veículo ao Detran





 
Em 2017, foram realizados 2.471 comunicados de venda de veículo em Rio Branco (Foto: Fhaidy Acosta)



O comunicado de venda é um serviço gratuito do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/Acre) e pode evitar possíveis transtornos após a venda de um veículo.

A aposentada Maria Gomes vendeu uma motocicleta, mas deixou de realizar o comunicado de venda. “A pessoa para quem eu tinha vendido a moto repassou-a para um terceiro já com multas, que acabaram sendo registradas no meu nome. Minha sorte foi que o novo comprador fez questão de quitar os débitos para regularizar a moto, então fui com ele ao Detran para solucionar o problema”, explicou.

O artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) afirma que o vendedor tem a obrigação de comunicar a venda do veículo ao Detran no prazo máximo de 30 dias, sob pena de ser responsabilizado pelas penalidades impostas e suas reincidências, até a data da comunicação.

De acordo com o chefe da Divisão de Veículos Maura Cavalcante, muitas pessoas buscam o Detran questionando as multas após vender o veículo.

“Não basta apenas fazer um documento autenticado em cartório. Caso o procedimento de transferência não seja realizado juntamente com o comprador, é indispensável que o vendedor comunique a venda formalmente, para que o Detran tenha conhecimento de que o bem está sob a responsabilidade de um novo dono”, explica Maura.

Procedimento

Para comunicar a venda, na capital, o proprietário deve se dirigir ao setor de serviço de veículo do Detran, localizado na Avenida Nações Unidas, 1735, em frente ao Sétimo Batalhão de Engenharia de Construção. No interior, o procedimento deve ser realizado nas Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans).

É indispensável a apresentação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com cópia, cópia do Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF), além do Documento Único de Transferência (DUT) ou CRV (Certificado de Registro de Veículos) devidamente preenchido, com as assinaturas do vendedor e comprador reconhecidas em cartório, assim como uma cópia autenticada.

Nos casos em que o comunicante não for o proprietário, deve ir munido também de procuração específica para o veículo com original e cópia.

Para que o comunicado de venda seja confirmado, o veículo deve estar quitado. Em 2017, foram realizados 2.471 comunicados de venda de veículo em Rio Branco e 266 não foram finalizados por falta de algum requisito para a conclusão do trâmite.

 Por: Daigleíne Cavalcante 

 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

9 benefícios que vão te convencer a colocar mais repolho na sua dieta

Conheça alguns excelentes motivos para incluir esse vegetal na sua dieta
Foto: iStock

O repolho é um vegetal pertencente à família das crucíferas, assim como os brócolis e a couve-manteiga. Você já deve ter ouvido falar sobre os inúmeros benefícios dessas verduras, que são consideradas alimentos funcionais.
E o repolho não é diferente! Com apenas 43 calorias por xícara, esse alimento tão comum oferece uma série de vantagens para a nossa saúde. Conheça as principais:

1. O repolho é uma excelente fonte de nutrientes

Foto: iStock
Mesmo com pouquíssimas calorias, o repolho é uma fonte poderosa de vários nutrientes. Em apenas uma xícara da variedade branca, você encontra 85% da ingestão diária recomendada de vitamina K e 54% da vitamina C.
Outros nutrientes que se destacam são o folato, o manganês, a vitamina B6, o cálcio, o potássio e o magnésio.
 

2. Ele ajuda a combater processos inflamatórios

foto: istock
A inflamação é um processo natural do nosso organismo para nos defender de agentes infecciosos. Porém, a inflamação crônica durante um longo período está associada a doenças cardíacas, artrite reumatoide e doença inflamatória intestinal.
O repolho, assim como outros vegetais crucíferos, tem uma grande quantidade de antioxidantes como o sulforafano e o campferol, que ajudam a reduzir o processo inflamatório e reduzem o risco dessas doenças. (1)

3. O repolho é rico em vitamina C


foto: istock
O repolho é uma excelente fonte de vitamina C, especialmente se for da variedade roxa: uma xícara fornece 85% da ingestão diária recomendada desse nutriente, a mesma quantidade encontrada em uma laranja pequena.
A vitamina C é um agente estimulante da produção de colágeno, que evita o surgimento de rugas e flacidez na pele e é fundamental para a saúde dos ossos, músculos e vasos sanguíneos (2). Além disso, ela tem poder antioxidante, o que confere ao repolho propriedades contra vários tipos de câncer e outras doenças crônicas (3).
 
4. Benefícios para a digestão
                                                               foto: istock
Por ser rico em fibras insolúveis (um tipo de carboidrato que nosso organismo não consegue processar), o repolho facilita a digestão ao aumentar o volume das fezes e regular os movimentos intestinais (4).
Além disso, seu alto conteúdo de fibras solúveis é um excelente alimento para as bactérias boas do nosso intestino, conhecidas como probióticos. Esses microrganismos protegem o sistema imunológico e são capazes de produzir nutrientes importantes como a vitamina K2 e a B12 (56).

5. O repolho faz bem para o coração

                                                         foto: istock
 
 
A cor vibrante do repolho-roxo é resultado da presença de antocianinas, pigmentos vegetais que pertencem à família dos flavonoides (encontrados principalmente na casca de uvas de cor escura).
Esses pigmentos já foram relacionados a uma redução no risco de infarto e doença arterial coronariana e à diminuição da pressão sanguínea (78). Além disso, as propriedades anti-inflamatórias do repolho também ajudam a proteger a saúde do coração.

6. Ajuda a regular a pressão arterial


                                                                          foto: istock
Quem sofre com pressão alta ou hipertensão sabe que é preciso reduzir a ingestão de sódio pela alimentação. Porém, alguns estudos mostram que aumentar a ingestão de potássio, que está presente especialmente no repolho-roxo, é tão importante quanto diminuir o sal (9).
Isso acontece porque esse mineral estimula o organismo a eliminar o sódio pela urina e relaxa as paredes dos vasos sanguíneos, ajudando a reduzir a pressão. Duas xícaras de repolho-roxo oferecem 12% da ingestão diária recomendada de potássio.

7. O repolho pode reduzir os níveis de colesterol

                                                                       foto: istock
O repolho atua na regulação dos níveis de colesterol de duas formas. A primeira delas é devido ao seu conteúdo de fibras solúveis, que se ligam às moléculas de colesterol ruim (LDL) no intestino e impedem que elas sejam absorvidas pelo organismo.
A segunda forma acontece graças à presença dos fitoesterois. Essas substâncias têm uma estrutura química muito parecida com a do LDL, por isso elas são capazes de se ligar aos canais que absorvem o colesterol ruim, bloqueando a passagem e facilitando sua eliminação.

8. Ele é uma excelente fonte de vitamina K1

                                                                              foto: istock
Uma xícara de repolho fornece 85% das necessidades diárias da vitamina K1, que atua como cofator das enzimas responsáveis pela coagulação sanguínea.
Se esta vitamina estiver em falta, o organismo fica sujeito a apresentar sangramentos gengivais e aumentam os riscos de hemorragias.

9. O repolho é versátil e acessível

                                                                       foto: istock
Além de oferecer tantas vantagens para a saúde, o repolho ainda é um alimento muito fácil de ser incluído na dieta. Ele pode ser consumido cru ou cozido em pratos como saladas, sopas e caldos. Isso sem falar na versão fermentada, o chucrute, que é uma excelente fonte de probióticos.
E o melhor de tudo: o repolho é facilmente encontrado nas feiras e supermercados e costuma ter um valor bastante acessível. Vale a pena incluir esse vegetal na sua dieta.
 
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Aprovadas na CCJ novas circunstâncias para agravar pena do crime de feminicídio

O tempo da pena de prisão aplicável ao feminicídio poderá ser aumentado se o crime for praticado em descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). O agravamento está previsto em projeto de lei da Câmara (PLC 8/2016), aprovado nesta quarta-feira (29) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A proposição segue para análise do Plenário.
 
O aumento de pena em um terço ou metade poderá ocorrer ainda quando o delito for praticado contra pessoa portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental. O crime receberá igual tratamento se também for cometido na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima.
– É uma importante proposição que deve ser aprovada com a maior brevidade possível – afirmou o relator, senador Eduardo Lopes (PRB-RJ).
Diante dos protestos de senadores como Lindbergh Farias (PT-RJ), contrário ao agravamento de penas, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) esclareceu que a proposta não as aumenta, apenas atualiza as situações agravantes que já estão previstas na lei. A pena já é aumentada, por exemplo, se a morte for cometida na frente de um filho da vítima. O texto inclui o agravante caso a morte seja executada diante de uma câmera e divulgada pela internet. Assim como já é mais grave matar uma mulher deficiente, torna-se mais grave cometer o crime contra alguém com mobilidade reduzida por ser portadora de doença incapacitante, explicou a senadora.
– O projeto não aumenta penas, só as estende em casos já previstos, atualizando o Código Penal para situações mais modernas, seja na parte de informática, da internet, seja nas novas doenças – explicou Simone.
A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) também comemorou a aprovação justo em um momento no qual há pessoas questionando a tipificação do crime de feminicídio na legislação brasileira, por considerá-la desnecessária.
Crime hediondo
A pena de reclusão para o feminicídio pode variar de 12 a 30 anos, sem considerar condições agravantes. O feminicídio entrou para o Código Penal como uma qualificadora do crime de homicídio, no rol dos crimes hediondos. Isso ocorreu a partir da Lei 13.104/2015, derivada de projeto da Comissão Mista da Violência contra a Mulher.
De modo específico, a recente lei considera feminicídio o crime praticado contra a mulher por razões relacionadas à condição de sexo feminino: quando envolver violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. A norma foi uma resposta ao clamor por punição mais rigorosa para a mais extrema e ainda comum forma de violência contra as mulheres.
Atualmente, no caso de feminicídio, já existe agravante se o crime for cometido contra vítima menor de 14 anos, maior de 60 anos ou com deficiência. A pena também é agravada quando o crime ocorrer durante a fase de gestação ou nos três meses posteriores ao parto; e na presença de descendente ou de ascendente da vítima.
Medidas protetivas
As medidas protetivas, cujo descumprimento poderá provocar o aumento de pena previsto no projeto, são determinadas pela Justiça para garantir a segurança das mulheres vítimas de violência doméstica.
Desde a denúncia do crime, os juízes podem determinar, em relação aos agressores, a suspensão da posse ou restrição do porte de armas, e o afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a ofendida. Além disso, podem proibir que o agressor se aproxime da vítima ou tenha contato com ela ou familiares, por qualquer meio de comunicação.
Situações de maior reprovabilidade
Em seu parecer, Lopes observou que as novas hipóteses para aumento de pena nos casos de feminicídio complementam o regramento já existente, agregando outras situações de maior reprovabilidade, que devem ser punidas, portanto, com maior rigor.
“De acordo com o Instituto Avante Brasil, uma mulher morre a cada hora no Brasil. Quase metade desses homicídios são dolosos e praticados em situação de violência doméstica ou familiar, por meio do uso de armas de fogo. As estatísticas apontam ainda que 34% dos óbitos são causados por instrumentos perfuro-cortantes (facas, por exemplo) e 7% por asfixia decorrente de estrangulamento, representando os meios mais comuns nesse tipo ocorrência”, comentou ainda o relator.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Pesquisa preliminar aponta que 54,6% dos brasileiros de 16 a 25 anos têm HPV

Estudo é composto por 5.812 mulheres e 1.774 homens. Foram incluídos dados de 119 UBS e um Centro de Testagem e Aconselhamento das 26 capitais e do DF. Salvador aparece como cidade com maior índice: 71,9%.
Vacina de HPV está disponível na rede pública de saúde (Foto: Ascom Sespa)
Vacina de HPV está disponível na rede pública de saúde (Foto: Ascom Sespa)
Dados preliminares de um estudo divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério da Saúde apontam uma prevalência de 54,6% de casos de HPV entre a população brasileira de 16 a 25 anos, sendo que 38,4% são de tipos de alto risco para o desenvolvimento de câncer.
A infecção por HPV (papilomavírus humano) é associada a vários tipos de câncer, principalmente ao de colo de útero, mas também de pênis, de vulva, de canal anal e de orofaringe, e é de tratamento complicado.
As relações sexuais são a principal forma de transmissão do vírus, mas ele também pode ser disseminado pelo sangue, por roupas ou objetos contaminados (como toalhas, roupas íntimas ou sabonetes), pelo beijo e durante o parto.
A doença causa feridas principalmente na região genital, mas também em outras partes do corpo, como pernas e braços. O maior perigo está nas verrugas que aparecem internamente, perto do útero, que não são visíveis e, sem tratamento, podem levar ao câncer.
Em junho deste ano, o governo federal anunciou a ampliação do público-alvo para a vacinação contra a doença: meninos de 11 a 15 anos agora podem receber uma dose.
Estudo
A amostra do estudo é composta por 5.812 mulheres e 1.774 homens com 16 a 25 anos, sendo a média de idade de 20,6 anos. O grupo foi entrevistado e fez exames. Foram incluídos dados de 119 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e um Centro de Testagem e Aconselhamento das 26 capitais e do Distrito Federal.
O ministério contou com o apoio do Hospital Moinhos do Vento, em Porto Alegre, para planejar a pesquisa.
Por enquanto, os resultados são preliminares e produzidos por meio de estimativa. O resultado laboratorial foi dado para 35,2% das amostras para o HPV – de onde se extraiu a informação de que 54,6% dos participantes têm a doença. Como alguns municípios ainda não encerraram as coletas, essa porcentagem pode mudar até o fim do estudo. O relatório deve ser totalmente encerrado e divulgado em março de 2018.
“Todo mundo passou pela coleta, mas uma parte ainda não foi analisada. Esse dado pode ter uma pequena variação não maior que 2 pontos percentuais, é isso que a gente estima. De qualquer maneira, é um número muito alto, mesmo se for de 54% para 52%”, disse a coordenadora do estudo, a médica Eliana Wendland.
 
Como foi feito
Os pesquisadores coletaram amostras genitais e orais para determinar a prevalência do HPV, objetivo principal do estudo. Também foram analisadas variáveis sociodemográficas, consumo de drogas lícitas e ilícitas, comportamento sexual e saúde reprodutiva e infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis, por meio das entrevistas.
“Fizeram teste rápido de HIV e sífilis, isso foi feito no mesmo momento da entrevista nas unidades de saúde”, explicou Wendland. O estudo apontou que 16,1% da população avaliada já tinha alguma DST (Doença Sexualmente Transmissível) prévia ou apresentou resultado positivo para HIV e sífilis.
Estavam namorando 41,9% e 33,1% eram casados no momento da coleta. Eram solteiros 24,2% e apenas 0,7% eram divorciados. Em média, os participantes fizeram sexo pela primeira vez aos 15,3 anos – mulheres aos 15,4 anos e homens aos 15 anos.
Metade dos indivíduos (51,5%) disse usar camisinha na rotina sexual. Apenas 41,1% usou na última vez que fez sexo. O comportamento sexual de risco foi observado em 83,4% dos entrevistados.
A pesquisa é uma parceria com várias instituições: Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Universidade de São Paulo, Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês), Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, secretarias municipais de saúde de todas as capitais do Brasil e Unidades Básicas de Saúde. Mais de 250 profissionais de saúde colaboraram.
Carolina Dantas

REMUT participa de reunião com Vice- Governadora Nazaré Araújo e a Secretária de Estado Concita Maia

 



Na quarta feira dia 22, aconteceu um encontro entre a vice governadora Nazaré Araújo, a Secretária de Estado de Política Pública para Mulheres Concita Maia, a vereadora Janaina, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Rosa Neri, Diretora do Hospital Sansão Gomes Anísia Aragão e as lideres da Rede de Mulheres Tarauacaense REMUT, Socorro Neri e Toinha Rodrigues.

 Onde foi cobrado ativação da rede de atendimento a mulher, o funcionamento do conselho e sua importância. Assim, temos hoje grupo de mulheres organizadas, corajosas e dispostas a enfrentar os preconceitos e deboches que comumente estão presentes nas rodas de bate-papo de pessoas que não se dão conta do quanto é importante para a sociedade que a violência doméstica seja banida de vez.

O poder público, assim como toda a sociedade, precisa apoiar sempre o Conselho Municipal da Mulher e mais que isso, se conscientizar de que esse é um trabalho árduo e tem sido desempenhado em benefício de muitas mulheres que se encontram desprotegidas, humilhadas e sem saber que rumo dar à própria vida.

A família é a base da sociedade e isso não é novidade, mas essa base necessita ser solidificada no amor e respeito mútuo, para tanto os pais precisam conviver em paz e dar bons exemplos aos seus filhos. O respeito pela dignidade do (a) outro (a) se aprende primeiro em casa! As conselheiras da mulher têm lutado de todas as formas para modificar a mentalidade das pessoas, especialmente dos homens para que estes vejam as mulheres com mais respeito e que não façam da força bruta uma arma covarde para resolução de problemas. 

São inúmeras denúncias de violência recebidas diariamente pelo Conselho, e assim são feitas visitas nos domicílios para conciliação, são mobilizados os instrumentos judiciais quando necessário, são feitas palestras de conscientização e divulgação da Lei Maria da Penha nas escolas e em órgãos públicos, são realizadas visitas à Cadeia Pública para se verificar as condições em que se encontram as presas, observando-se com maior atenção os casos das que estão grávidas ou em fase de aleitamento materno, realizam-se constantes reuniões com os representantes do poder público em todas as instâncias para se criar mecanismos e políticas de respeito à mulher.

A Vereadora Janaina Furtado, voltou a levantar o debate sobre o direito das mulheres de realizar LAQUEADURA. "Esse direito é assegurado em lei e não está sendo respeitado no município de Tarauacá. Essa é uma bandeira que empunho desde meu primeiro mandato e quero ajuda de todos para que nossas mulheres possam decidir quando desejarem para de ter filhos"

"Foi uma boa reunião pois discutimos uma extensa pauta sobre a luta das mulheres em Tarauacá. quando à questão da Laqueadura, ganhamos duas importantes aliadas que foi a vice governadora Nazaré e a Concita Maia. Em breve vamos realizar um grande seminário com a participação das mulheres em todos os segmentos sociais de nossa cidade para discutirmos uma pauta que nortearão as bandeiras de luta das mulheres de Tarauacá em 2018, inclusive o direito a laqueadura", destacou Janaina. 

A mulher tem o direito, em toda a rede do SUS e conveniados, a realizar cirurgia para esterilização quando desejar, contanto que seja maior de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, e se em convivência conjugal, com o consentimento do marido. A esterilização também será possível quando houver risco de vida ou à saúde da mulher.

"A implementação urgentemente nas unidades básicas de saúde do programa Planejamento Familiar e consequentemente se efetive os procedimentos como a 'laqueadura', finalizou a parlamentar.